- Três shots pago eu.
- Mais cinco shots dos fortes, desta pago eu… E Chegamos ao final da noite a pedir só um, mas só um, impulso para poder libertar todo o álcool que temos dentro de nós. Mas recuando umas horas, antes de chegar à hora de pedir o impulso, a noite é nossa, reinamos sem qualquer limitação espacial ou temporal. E isso é bom. E com alguma sorte, às vezes estas noites fazem-nos bem, são uma massagem corporal que liberta todas as toxinas e mais algumas que temos acumuladas. Não nos podemos esquecer é que absorvemos outras tantas toxinas e não só que não são, propriamente, saudáveis, mas que, com termo e medida, fazem parte da vida.
Temos que estar sempre disponíveis para as oportunidades que a vida nos dá, e aproveitar uma noite com amigos é uma oportunidade muito boa, e muito poucas razões existem para que se diga “não” a uma oportunidade como esta. A vida está para quem está para ela, disso ninguém me tira a certeza. A diversão é tão, ou mais, precisa, do que o trabalho e o descanso. Embora, para que o trabalho fique bem feito, até o descanso é mais importante.
No entanto, depois de uma grande noite, existe uma grande ressaca. Indo ao dicionário, reparo na definição desta palavra: “1. fig. Falta de estabilidade 2. Mal-estar em consequência do consumo de bebidas alcoólicas ou de drogas.” Quanto à falta de estabilidade faz algum sentido, mas não no dia a seguir à grande noite, mas sim, na grande noite. Pois na noite da diversão, com muito álcool à mistura, a nossa estabilidade vai-nos faltar de certeza. Parece que as placas tectónicas vão nos levar para outra parte do planeta e exercem sobre nós uma força que não nos permite manter de pé.
Dor de cabeça, má disposição, uma sede louca, uma enorme vontade de silenciar o mundo e de reduzir a luminosidade que incomoda qualquer olhar, ódio há palavra “álcool”, fraqueza, dificuldade de concentração, pois só conseguimo-nos concentrar numa boa almofada, são os sintomas que sinto quando estou de ressaca. É mau? É, sem dúvida, às vezes, custa a curar, outras vezes não é preciso muitos cuidados. Contudo, quando estamos com uma ressaca forte dava jeito poder activar o vento, para que este levasse a pessoa que durante a ressaca se apoderou de nós. É que, para todos os efeitos, parecemos outra pessoa, outro corpo, outra mente. Nestes dias, não podem exigir muito de nós. Os sorrisos são quase todos forçados. Há momentos em que o sorriso não dá para mais e tem de ser suave.
A vida dá tudo para a que possas entender. Há quem demore mais tempo a perceber o que a vida lhe estar a dar, mas quem me preocupa é quem nunca chega a perceber o que a vida lhe dá. Tenho pena dessas pessoas. Lamento.
Há dias em que as ressacas são importantes, para olharmos de outra forma para a vida, com mais calma, com mais moderação e, infelizmente, também com algum enjoo que faz-nos ver que a vida não é feita de histórias de encantar.
Há pessoas que parece que estão sempre de ressaca. Há pessoas que fazem questão de inventar ressacas de tudo o que lhes acontece na vida. Há dias em que as pessoas não deviam sequer de sair à rua. Há dias em que a vontade é de pedir outro dia para substituir este.
- Mais cinco shots dos fortes, desta pago eu… E Chegamos ao final da noite a pedir só um, mas só um, impulso para poder libertar todo o álcool que temos dentro de nós. Mas recuando umas horas, antes de chegar à hora de pedir o impulso, a noite é nossa, reinamos sem qualquer limitação espacial ou temporal. E isso é bom. E com alguma sorte, às vezes estas noites fazem-nos bem, são uma massagem corporal que liberta todas as toxinas e mais algumas que temos acumuladas. Não nos podemos esquecer é que absorvemos outras tantas toxinas e não só que não são, propriamente, saudáveis, mas que, com termo e medida, fazem parte da vida.
Temos que estar sempre disponíveis para as oportunidades que a vida nos dá, e aproveitar uma noite com amigos é uma oportunidade muito boa, e muito poucas razões existem para que se diga “não” a uma oportunidade como esta. A vida está para quem está para ela, disso ninguém me tira a certeza. A diversão é tão, ou mais, precisa, do que o trabalho e o descanso. Embora, para que o trabalho fique bem feito, até o descanso é mais importante.
No entanto, depois de uma grande noite, existe uma grande ressaca. Indo ao dicionário, reparo na definição desta palavra: “1. fig. Falta de estabilidade 2. Mal-estar em consequência do consumo de bebidas alcoólicas ou de drogas.” Quanto à falta de estabilidade faz algum sentido, mas não no dia a seguir à grande noite, mas sim, na grande noite. Pois na noite da diversão, com muito álcool à mistura, a nossa estabilidade vai-nos faltar de certeza. Parece que as placas tectónicas vão nos levar para outra parte do planeta e exercem sobre nós uma força que não nos permite manter de pé.
Dor de cabeça, má disposição, uma sede louca, uma enorme vontade de silenciar o mundo e de reduzir a luminosidade que incomoda qualquer olhar, ódio há palavra “álcool”, fraqueza, dificuldade de concentração, pois só conseguimo-nos concentrar numa boa almofada, são os sintomas que sinto quando estou de ressaca. É mau? É, sem dúvida, às vezes, custa a curar, outras vezes não é preciso muitos cuidados. Contudo, quando estamos com uma ressaca forte dava jeito poder activar o vento, para que este levasse a pessoa que durante a ressaca se apoderou de nós. É que, para todos os efeitos, parecemos outra pessoa, outro corpo, outra mente. Nestes dias, não podem exigir muito de nós. Os sorrisos são quase todos forçados. Há momentos em que o sorriso não dá para mais e tem de ser suave.
A vida dá tudo para a que possas entender. Há quem demore mais tempo a perceber o que a vida lhe estar a dar, mas quem me preocupa é quem nunca chega a perceber o que a vida lhe dá. Tenho pena dessas pessoas. Lamento.
Há dias em que as ressacas são importantes, para olharmos de outra forma para a vida, com mais calma, com mais moderação e, infelizmente, também com algum enjoo que faz-nos ver que a vida não é feita de histórias de encantar.
Há pessoas que parece que estão sempre de ressaca. Há pessoas que fazem questão de inventar ressacas de tudo o que lhes acontece na vida. Há dias em que as pessoas não deviam sequer de sair à rua. Há dias em que a vontade é de pedir outro dia para substituir este.
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