Descobri uma
nova equação que quero partilhar, não é entre a igualdade de duas quantidades,
mas entre a igualdade de vários erros. Mega agrupamentos de escolas + mini poupança
= mega desastre. Analisando esta equação só podemos perceber que o Ministério
da Educação não está a fazer o trabalho que lhe compete.
Afirmei há
dias que “mais com menos é igual a menos” e creio que este ensinamento
matemático está presente em todas as decisões do atual governo. Estão a agrupar
as escolas, estão a diminuir os docentes e a diminuir a qualidade de ensino.
Estão a aumentar o número de alunos por turma, insistem em diminuir o
investimento para a educação e em diminuir o que faz tanta falta, a boa
formação dos jovens.
Muitas vezes
interrogo-me, e sei que não sou o único. Porque é que o governo não vê o óbvio?
Porque é que não percebe que as medidas que são implementadas/impostas são tão
“mega” quanto uma nega(tiva) ao que é plausível para o ensino acontecer? "Queremos agrupar
escolas para que o processo educativo seja mais racional, para que haja mais
contacto entre os diversos níveis de ensino, e para que tudo funcione de forma
mais harmónica". Sim, podem-se rir, é caso para isso. Desculpem a anedota
numa coluna séria sobre educação, mas não fui eu que a contei, foi o nosso
Ministro da Educação, Nuno Crato. Como é que um aglomerado maior de escolas e
de alunos pode funcionar de forma mais “harmónica”?!
Não
sou a favor de guerra, de desacatos ou de qualquer tipo de violência, mas não
sei se não passará por aí que conseguiremos transmitir uma forte mensagem de revolta
à atual tutela. Megas más decisões merecem uma mega revolta. Na medida em que a
imposição do que o governo quer não é proveitoso, e só provoca incómodo e mais
sacrifícios aos mesmos de sempre, pais, alunos e professores, a contestação é
necessária e tem que envolver desobediência.
Nelson
Mandela afirma que "a educação é o grande motor do desenvolvimento
pessoal. É através dela que a filha de um camponês se torna médica, que o filho
de um mineiro pode chegar a chefe de mina, que um filho de trabalhadores rurais
pode chegar a presidente de uma grande nação." Lamento que a
parte final desta definição de educação seja uma utopia. Se assim fosse, também
poderia dizer que para governar uma “grande nação” seriam precisas as famosas
”cunhas”, os simpáticos “padrinhos” e as constantes mentiras em discursos tão
sorridentes.
Em
suma, gostava que Nelson Mandela também dissesse a sua definição de “grande
nação”, pois adorava dizer que Portugal, apesar dos seus governantes, é uma
Grande Nação!
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